quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ensino da Sociologia

O trabalho de cultura e sociedade busca a interação do individuo com o meio cultural, tendo o educador como mediador dessa proposta.
O estudo da sociologia não se da apenas em conhecer o passado da humanidade, mas também a compreendermos o presente e entendermos a sociedade nos dias atuais. Através da cultura individual buscamos compreender cada individuo em seu contexto.
Ao repararmos ao nosso redor vemos que os seres humanos são diferentes uns dos outros, tanto físico como psicologicamente. Cada um tem sua característica própria, hábitos, costumes, crenças, visão do mundo diferentes. A essa pluralidade, a esse conjunto de diferenças damos o nome de diversidade cultural, isso se dá com o acúmulo de experiências e aprendizagens que ao longo dos tempos vêm sendo verificados. As grandes conquistas da humanidade resultam das trocas de experiências entre povos de culturas diversas.
 A Declaração Universal da Diversidade Cultural foi considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO. Porém muitas pessoas insistem em ver o mundo de acordo com sua própria cultura e se considerarem os mais corretos na sua forma de pensar. 
Essa postura é denominada etnocentrismo e pode culminar em guerras entre povos. Resultante disso é que nós educadores, devemos sim levar em consideração a formação cultural de cada aluno, mostrando-lhes o universo cultural como um todo e identificando cada tipo de cultura em cada individuo, destacando, discutindo, objetivando, fazendo paralelos e comparações das formas culturais entre si. Não esquecendo que “cada” indivíduo é um ser único, composto de desejos e pensamentos próprios, e cabe ao educador se mostrar eclético dentro desse contexto na sociedade-escola, já que para alguns alunos o professor se torna um ideal. 
A partir do momento em que o educador se mostra interessado na historia cultural de cada aluno, a convivência na escola fica mais harmônica, até porque cada aluno tem muito mais a aprender e muito a ensinar, não só aos outros alunos, mas também ao professor.
 O educador que mostra compreensão e interesse em cada postura cultural em sala de aula tem mais facilidade de ser ouvido, e assim mostrar que cada indivíduo deve ser respeitado em sua forma de ser e de agir, tentando então no seu meio formar indivíduos flexíveis e sensatos. Mostrando-lhes que devem sim defender seus princípios culturais, mas também devem respeitar os do outro, assim como querem que os seus sejam respeitados, e que a solidariedade e a troca de informações são fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade justa e  homogênea, onde todos e quaisquer indivíduos possam ter acesso à informações, tanto sócio-culturais quanto intelectuais, pelo menos dentro da sociedade-escola, já que lá fora no universo capitalista a realidade é outra.


Tatiane Oliveira à UNOPAR/2008

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Resgatando a Infância !

Neste universo versátil e moderno da tecnologia,que por sinal está cada vez mais avançada e acessível,a impressão é que não existe mais espaço para o passado simples e alegre das brincadeiras infantis,conjugar no passado nos remete a desapego,substituição,esquecimento! Quantas horas passávamos brincando de bola na rua,pique-pega,pique-esconde...bete !
 No meu tempo de criança mal podia esperar pelo sábado,sim..era sempre no sábado que tínhamos nosso futebol marcado,às 3 da tarde,logo depois de arrumar a cozinha do almoço,se não arrumasse, minha mãe não deixava sair.
 Era aquela alegria quando chegava todo mundo no campinho,feito por nós mesmos,tinha pouca grama e muita terra,nossa bola era novinha,dente-de-leite! Ali ficávamos até escurecer,e cada um corria quando ouvia os gritos das nossas mães,e íamos pra casa já pensando no jogo do próximo sábado. Hoje mal podemos sair à rua,sem que o medo tome conta de nós,mas isso não quer dizer que devamos esquecer do quanto fomos felizes em nossa infância,daquele cheiro de terra molhada quando chovia,do aroma gostoso do café torrado na casa da vizinha...quantas lembranças!
 Doces lembranças,e por falar em doce;que saudade daquela maria-mole tipo sorvete de casquinha,que tinha sempre um balão ou anel no topo,sempre que ia pra escola comprava uma no mercadinho do seu Agenor. Seu Agenor...hum,tinha uma carranca daquelas bem fechadas,mas sempre dava uma bala a mais pra gente.
 Domingo cedinho tinha catequese,eu gostava tanto da tia da catequese e das brincadeiras que ela fazia com a gente depois da aula,tinha gincana,corrida-do-saco,corrida do ovo na colher,acertar o rabo do burro,jogo de dama,teatro...minha hora preferida,sem contar o teatro de fantoches,foi ai que comecei a me apaixonar por fantoches...não mencionei,mas trabalho com educação infantil,e é fundamental que apresentemos aos nossos pequenos a ludicidade e a magia dos brinquedos.
 Nesse contexto entre real e imaginário vivíamos felizes e distantes dessa atual tecnologia alienadora e anti-social.
Tecnologia esta,que nos afasta da cultura antropológica,que fazia parte dos moldes familiares,em controvérsia,hoje é a tecnologia que facilita nossa vida,que sem ela muita coisa que realizamos seria impossível,a tecnologia necessária também para nossa sobrevivência,ou até mesmo existência.
 O que não devemos esquecer é que o uso das novas tecnologias,devem vir para somar e não extinguir antigos costumes,para as crianças e jovens desse mundo moderno,muito do que fazíamos sem o uso de tecnologias contemporâneas,não fazem parte das suas vidas e tampouco são conhecidos e reconhecidos por eles.
 A proposta é que nós,pais e educadores,possamos apresentar aos nossos filhos e alunos o mundo mágico que fez parte das nossas vidas e que nos tornou os adultos de hoje,apresentar-lhes as brincadeiras,jogos e diversões que tanto eram gratificantes para nós.
No início do texto,tentei descrever um pouco da minha infância,para que ao lerem também pudessem voltar no tempo,o tempo de criança,e resgatar os aromas,as cantigas e as histórias contadas por nossos pais e avós,os ralados no joelho ganhos na hora do pique-pega,da queda de bicicleta,até mesmo aquele chiclete que foi pregado no cabelo na hora da aula,o arroz-doce da merenda escolar,os uniformes branco e azul...bem,o meu era!
 Vamos! Tirem um tempinho do seu dia,final de semana,até mesmo nas férias,apresentem aos seus filhos ou alunos as gostosuras das brincadeiras infantis,sabe aquela caixinha cheia de maravilhas ai dentro de vocês,prontinha para ser aberta,resgatada e relembrada? Então,tenho certeza,que vai fazer muita gente feliz.
 Ai está,um pouquinho do meu lado criança,que faço questão de sempre lembrar e compartilhar com meus filhos e meus alunos,cada cicatriz é uma história a ser contada,cada lembrança da infância é um resgate de uma vida feliz,o que seria de nós se não existisse o que já existiu,ninguém é alguém sem uma história,nenhuma história é realidade se não houver alguém para contá-la.

 Até a próxima...

Estágio: da responsabilidade pedagógica à utilização como mão de obra barata

Esta postagem foi feita por Hugo Ottati,repassando à vocês leitores!








Os estagiários  formam um dos pilares de sustentação da Justiça no Brasil. Seja no Fórum, no Ministério Público, na Defensoria Pública ou até mesmo em escritórios de advocacia, são eles e elas que atendem parte considerável da demanda.
Visando regulamentar o exercício do estágio, editou-se a Lei 11788/08, que contém diversos dispositivos de proteção ao estagiário/à estagiária. Logo em seu primeiro artigo, a Lei conceitua o estágio como
''ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido em ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de ensino superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.''
Trata-se, portanto, de mais uma fase pedagógica aos e às jovens, focada especificamente no desenvolvimento profissional de cada um/uma, necessária para um complemento à sua formação.
Contudo, poucos são os que têm conhecimento acerca dos direitos dos estagiários. São, propositadamente, não divulgados - ou pouco divulgados - por aqueles que utilizam esse tipo de mão de obra; aqueles que deveriam ter responsabilidade e comprometimento com o ensino e o projeto pedagógico do estágio.
Observa-se que, de um lado, existem aqueles interessados em aproveitar o baixo custo de estagiários e estagiárias, utilizando-os em substituição de técnicos e profissionais especializados, principalmente na área administrativa e de ''office boy''. Sob o pretexto do ''adquirir experiência'', os colocam para realizar tarefas, que, comumente, não mantêm qualquer vínculo com o curso e a prática profissional desejada pelo e pela estudante.
Um exemplo? Na época do meu estágio no NUDEM (Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher) da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, conheci a CRC (Central de Relacionamento com o Cidadão). A Central é composta majoritariamente por estagiários e estagiárias, que a cada segundo atendem telefonemas e marcam pessoas nos respectivos núcleos de primeiro atendimento ou especializados, conforme a história narrada na linha.
E interessa muito mais à Defensoria pagar R$620 (à época que estagiei) à um estagiário ou uma estagiária do que ter técnicos ou terceirizar o serviço (tendo em vista que os gastos seriam bem superiores). Enquanto isso, estudantes prestam-se à um serviço limitado, de pouco - ou nenhum - contato com o Direito (seja dogmático ou crítico).
Isso não acontece só na Defensoria, muito pelo contrário. O estágio lá continua sendo um dos mais recomendados. Não à toa. Agradeço muito às Defensoras e aos técnicos que me acompanharam.
Na verdade, o que não faltam são exemplos de violação aos direitos dos estagiários e das estagiárias. Comumente escritórios de advocacia são criticados pela exploração, determinando excedente de atividades e uma carga horária superior às 30 horas máximas estabelecidas pela Lei de Estágio.
Ocorre que a maior parte dos escritórios se sobressaem em relação aos estágios públicos pela alta quantia paga, bem como por uma série de ''gratificações''. Ávidos e ávidas por um crescimento prematuro, pelo sentimento de tornarem-se profissionais, trabalhadores/as, ou até mesmo por timidez, pressão local ou necessidade de ganhar dinheiro para ajudar na subsistência familiar, muitos e muitas não denunciam as práticas abusivas em seus respectivos ambientes de estágio.
E deve-se repetir incessantemente: ESTÁGIO. Não trabalho.
Não há vínculo empregatício e a cobrança deve ter limites!
Nesse sentido é que deveria haver mais atuação dos órgãos competentes, na fiscalização e, principalmente, no diálogo com o corpo estudantil das universidades e escolas, a fim de que os direitos sejam publicizados e as denúncias sejam feitas!
Os direitos dos estagiários precisam ser respeitados.

terça-feira, 3 de maio de 2016

LEI 13.278/2016 inclui: Artes visuais,Musica,Dança e Teatro no currículo escolar.

Foi publicada nesta quarta-feira (3) a Lei 13.278/2016, que inclui as artes visuais, a dança, a música e o teatro nos currículos dos diversos níveis da educação básica. A nova lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996) estabelecendo prazo de cinco anos para que os sistemas de ensino promovam a formação de professores para implantar esses componentes curriculares no ensino infantil, fundamental e médio.
A lei tem origem no substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD)14/2015 ao projeto de lei do Senado (PLS) 337/2006, aprovado no início de abril pelo Plenário do Senado. O texto foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff na terça-feira (2) e vale a partir da data de publicação.
A legislação já prevê que o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, seja componente curricular obrigatório na educação básica, “de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.
A proposta original, do ex-senador Roberto Saturnino Braga, explicitava como obrigatório o ensino de música, artes plásticas e artes cênicas. A Câmara dos Deputados alterou o texto para “artes visuais” em substituição a "artes plásticas", e incluiu a dança, além da música e do teatro, já previstos no texto, como as linguagens artísticas que deverão estar presentes nas escolas.
Para o relator da matéria na Comissão de Educação (CE), Cristovam Buarque (PPS-DF), a essência da proposta foi mantida no substitutivo da Câmara.
— Esse é um projeto que só traz vantagens, ao incluir o ensino da arte nos currículos das escolas. Sem isso, não vamos conseguir criar uma consciência, nem ensinar os nossos jovens a deslumbrar-se com as belezas do mundo, o que é tão importante como fazê-los entender, pela ciência, a realidade do mundo — observou Cristovam, na discussão da matéria em Plenário.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015


Lembranças de um tempinho bom ... Época do Magistério, onde escrevíamos poemas e poesias, e numa dessas ...olha um deles editado ai.
Editora kelps
Poemas de Aprendizes,Goiânia,1996.
Agradeça a Deus por tudo que tens e principalmente por sua vida!
Ore ...
Glorifique ...
Cante ...
Dance ...
Sorria ...
Viva a vida!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O que é a "Brinquedoteca"???





De acordo com Cunha (2001) Brinquedoteca é um espaço preparado para a criança brincar livremente, de acordo com o seu interesse, sua potencialidade e sua expressão lúdica. Deste modo, a Brinquedoteca é um local onde o brinquedo e diversos materiais, permitem a imaginação o faz-de-conta e a expressão da criatividade infantil.
O lúdico faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana, caracterizando-se por ser espontâneo funcional e satisfatório. O lúdico deve possibilitar a quem vivencia momentos diferenciados, ou seja, vivencia de fantasias e de realidade, experiência de autoconhecimento, bem como o conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro.
Desde o sec. XVII, após o “reconhecimento” da infância, o jogo vem a compor a “Pedagogia da Infância”. Ele está intimamente ligado a imaginação, o sonho, o pensamento e o símbolo, assim o homem tem a capacidade de pensar ligada à de jogar com a realidade, reproduzindo e aprendendo à medida que pode transformá-la.  O brincar tem o seu valor educacional promovendo inúmeras aprendizagens que colaboram para o desenvolvimento global. A criança precisa de espaço, tempo, materiais e companhia. Quanto mais elas experimentarem, olharem e ouvirem, mais aprenderá e assim poderão relacionar os elementos reais com os imaginários das brincadeiras, e mais produtivos serão as atividades de representação.
A brinquedoteca teve seu reconhecimento mundial a partir do ano de 1960. Seu objetivo primeiro foi o de emprestar brinquedos para famílias carentes com filhos especiais, pois se acreditava que os brinquedos estimulariam o desenvolvimento das crianças. No Brasil a expressão de brinquedoteca foi usada em 1971, quando a APAE realizou a primeira exposição de brinquedos pedagógicos que foi para pais , profissionais e estudantes da área. Assim a brinquedoteca é considerada como um local de estímulos para o brincar livremente da criança, por algumas horas do dia. Mas isso só é possível se for orientado por um adulto, que deve sempre observar a interação da criança com o brinquedo, com o jogo, e com sua representação.
Dentre outros objetivos da brinquedoteca estão os de: Proporcionar um espaço lúdico; valorizando o ato de brincar de forma espontânea; Resgatar o espaço e o tempo de brincar; Possibilitar o acesso a brinquedos; Orientar sobre adequação e utilização dos brinquedos; Desenvolver hábitos de responsabilidade; Resgatar brincadeiras, incentivando as atividade que visam o desenvolvimento intelectual, emocional e social; Propiciar a construção de conhecimento; Estimular o desenvolvimento da concentração  atenção; Oportunizar a expansão de habilidades e potencialidades; Desenvolver a criatividade, a Sociabilidades e a sensibilidade; Incentivar a autonomia e o sentimento de autoestima; Repassar aos professores e às famílias informações sobre conhecimentos a respeito da importância do brincar e sobre o desenvolvimento do aluno na brinquedoteca, etc.
Existem também brinquedotecas de caráter privado, partindo do pré suposto que brinquedoteca é um espaço preparado para a criança brincar livremente, de acordo com o seu interesse, sua potencialidade e sua expressão lúdica. Observei em dois laboratórios e em salões de festa a Brinquedoteca, no local os brinquedo e diversos materiais, permitem a imaginação o faz-de-conta e a expressão da criatividade infantil, com pintura no rosto e desenhos livres.
       O brinquedista, designado como monitor,  orienta as atividades e auxilia na realização destas, dando suporte no acesso   aos materiais. Assim o brincar acontece de forma prazerosa, e a criança não precisa se preocupar com o tempo, com o espaço ou com a interferência de um adulto.O monitor no ambiente da Brinquedoteca deve apenas observar, obter sua intencionalidade educacional, compreender o fazer lúdico da criança e atendê-la de acordo com suas necessidades e solicitações, para que uma futura intervenção seja oportuna, devendo ser presente e ausente ao mesmo tempo, sendo dinâmico tendo como meta a formação de uma criança vista de seu olhar, dialogar e brincar de acordo com sua linguagem, pois, esta é a linguagem do educando.
Para a organização da brinquedoteca, os espaços e os tipos de brinquedos a serem disponibilizados devem ser pensados à priori, pois devem promover o livre acesso e segurança, assim como encantar a criança ao ser convidada a brincar.
 Os cantos observados e disponibilizados na brinquedoteca são:

- Canto da "Leitura": diversos tipos de livros para atender às todas as faixas etárias e estimular o hábito e gosto pela leitura.
-Canto do Teatro ou do Fantoche: criação e construção de histórias e fantoches, com painéis e palcos para encenações.

 -Canto do Playground: local composto de brinquedos de parquinho infantil seja de fibra, plástico resistente ou metal.

 -Cantos dos tapetes e colchões: espaço com tapetes grandes ao chão para brincadeiras, -rolamentos, movimentos acrobáticos, entre outros.

-Canto do Cinema: local com televisão e DVD, com almofadas e tapetes epara as crianças apreciarem filmes diversos, e atender as diversas faixas etárias. 

- Canto da Pintura e Desenhos: disponibilizar a criança materiais às pinturas e desenhos como: pincéis, telas, papeis, cartolinas, sulfites, entre outros.

Uma alternativa para garantir a manutenção e financiamento é o oferecimento de oficinas variadas (costura, fabricação de brinquedos e jogos de materiais diversos) e campanhas
Na Brinquedoteca são desenvolvidas atividades lúdicas através de jogos simbólicos (imitação do cotidiano de uma família: os papéis de cada membro da família), brincadeiras populares (esconde-esconde etc.), uso de brinquedos diversos (carros, bonecas, jogo de montar etc.), leitura de livros infantis e construção de jogos e brinquedos utilizando sucata. O faz-de-conta será estimulado através do uso das roupas e fantasias e do reconto de histórias através do teatro de fantoches.
Pode-se dizer que a Brinquedoteca é um espaço que permite na contemporaneidade, o resgate em vivenciar o lúdico esquecido pelas pessoas, e negado às crianças. Mas, acima de tudo como destaca Cunha (2001, p. 16), ela tem a função de "fazer as crianças felizes, este é o objetivo mais importante".
A Brinquedoteca favorece o cultivo da brincadeira, de forma livre, para as pessoas em qualquer fase da vida, como destaca Almeida e Casarin (2002, p. 2), a Brinquedoteca na escola, "é um espaço que permite o brincar livremente, com todo o estímulo à manifestação de suas potencialidades e necessidades lúdicas, com muitos jogos variados e diversos materiais que permitem a expressão da criatividade".
Desse modo, este espaço de aprendizagem permite à construção da identidade, autonomia e das diferentes linguagens do educando. Para concretizar o pensamento, Cunha (2001, p. 17) descreve que a Brinquedoteca é "responsável por mediar à construção do saber, em situações de prazer, com gosto de aventura, na busca pelo conhecimento espontâneo e prazeroso", e ainda, incentiva extravasar sentimentos, conhecimentos e emoções.
Sua presença no ambiente educacional não deveria ser uma alternativa, ou apenas uma opção a ser utilizada, mas sim, um espaço obrigatório nas escolas, em qualquer nível de ensino, pois deste modo favoreceria todos os envolvidos no processo de aprendizagem, já que brincar é direito do ser humano. Deste modo, deveria ser defendida e implantada pelas políticas públicas deste país.
De acordo com a necessidade do público é possível criar diferentes tipos brinquedotecas como: Em escolas e creches: com finalidade pedagógica; Em comunidades ou bairros: Estimulam as relações de vizinhança; As terapêuticas: auxiliam no tratamento de crianças portadoras de deficiência física e mentais, muitas vezes criando brinquedos adaptados; Em hospitais: amenizam o sofrimento das crianças internadas; Em universidades: servem como espaço de pesquisa sobre o comportamento infantil, testando novos brinquedos e brincadeiras; As circulantes: atendem às  crianças de periferias , através de ônibus, caminhonetes,...; Em clinicas psicológicas: auxiliam no tratamento de crianças com problemas comportamentais; Em bibliotecas e centros culturais: funcionam principalmente como espaço de incentivo à leitura; As brinquedotecas temporárias: criam espaços de lazer e diversão em shopping centers e grandes lojas; Em casa: reúnem brinquedos e ajudam as crianças a aprender sobre organização e responsabilidade.
A brinquedoteca é o espaço aonde todas as crianças chegam para brincar, para resgatar brincadeiras, para compartilhar momentos de alegria. Ela possibilita a todas as crianças o acesso ao brinquedo de forma a socializar o seu uso, permitindo, sobretudo às crianças de baixa renda, o contato com o brinquedo. O brincar é uma das formas de linguagens que a criança utiliza para interagir consigo, com os outros e para compreender o mundo ao seu redor. É a oportunidade que também se apresenta ao adulto consciente, desde o educador de rua até os líderes da sociedade, de oferecer de volta a elas seu direito de ser criança.
A ideia principal é valorizar os brinquedos em atividades lúdicas e criativas; estimulando o desenvolvimento global das crianças; despertando o interesse por uma nova forma de animação cultural que pode diminuir a distância entre as gerações; oferecendo às crianças a oportunidade de experimentar os jogos antes de comprá-los; desvinculando o valor lúdico do brinquedo do seu valor monetário ou afetivo, possibilitando à criança a aprendizagem de que não precisa possuir com exclusividade e pode usufruir partilhando com os outros; dar oportunidade às crianças de se relacionarem com adultos de forma agradável e prazerosa, livre do formalismo decorrente das situações estruturadas em escolas ou outro tipo de instituições.  A brinquedoteca como lugar de experimentação prévia do brinquedo, o que a tornaria um local típico de lojas, de centros de compras, onde as crianças poderiam brincar com os brinquedos, experimentando-os antes mesmo de comprá-los nas lojas.
A Brinquedoteca é um lugar para explorar, sentir e experimentar, onde se imagina se constrói normas e se cria alternativas para resolver os conflitos surgidos no ato de brincar, situações que irão auxiliá-los mais tarde na vida adulta. As atividades desenvolvidas na Brinquedoteca irão refletir em melhora da aprendizagem e do comportamento na escola e em casa com suas famílias.
Consideramos a Brinquedoteca como espaço que privilegia o brincar e o uso do lúdico como recurso necessário à construção de aprendizagens, da identidade, autonomia e das diferentes linguagens na infância, ou seja, um ambiente acolhedor com estímulos diversificados para o desenvolvimento de habilidades e capacidades significativas. Acreditamos que devemos vê-la como local transformador, onde se resgata o prazer de brincar inserida no contexto histórico-social e cultural da criança.
Percebe-se que, sua expansão foi intensa, mutável e constante, tanto nas instituições públicas como nas privadas, seja de cunho preventivo ou terapêutico. Mas, o mais importante na atualidade, é que este local exerça sua real função, como ressalta Ramalho (2000, p. 76) descrevendo sobre a Brinquedoteca como, "local de estímulos para brincar livremente, por algumas horas do dia", e assim, com possibilidades de aprendizagens por meio do brincar na infância e concretizar-se como espaço de atividades lúdicas presente em ambientes escolares, geralmente direcionadas ao público infantil, já que a brincadeira é inerente ao ser humano.
Em síntese, a Brinquedoteca no meio escolar faz-se respeitar as necessidades afetivas, amenizar a rigidez de métodos tradicionais de ensino que ainda permeiam no sistema de ensino do Brasil, possibilitando o direito de ser criança e aperfeiçoar suas habilidades e aprimoramento de suas capacidades autonômicas, criativas e compensadora  das defasagens socioculturais.
A “ABB” (Associação das Brinquedotecas do Brasil),conceitua a brinquedoteca como um espaço mágico,destinado ao brincar das crianças;e alerta para o fato de que não podem ser confundidas com um conjunto de brinquedos ou depósito de crianças.
Fundada em meados de 1934,na cidade de Los Angeles nos EUA,a primeira brinquedoteca não era tão bem elaborada e acessível como as da atualidade.No Brasil em 1971 surgiu a APAE() nela foi criado um espaço com a exposição de brinquedos pedagógicos,afim de atender as crianças e adultos também que lá frequentavam.Mas com o passar dos tempos foram reformulando esses espaços,permitindo assim mais acessibilidade.Com isso foi fundada a ABB(Associação das Brinquedotecas do Brasil) no ano de 1984,com o intuito de coordenar a forma de como se inserir esses espaços em escolas,hospitais,etc.
As crianças precisam aproveitar dos benefícios emocionais ,intelectuais e culturais,que as atividades lúdicas proporcionam.O brincar é uma função básica da criança;brincando ela aprende.explora e descobre o mundo a sua volta.
As brinquedotecas são espaços preparados para estimular as crianças,dando acesso a uma enorme variedade de brinquedos,dentro de um ambiente especialmente lúdico,com propostas para o uso de tais brinquedos,com um colorido mágico,opções de jogos,brincadeiras,leituras,contos e muito mais que as brinquedotecas têm a oferecer. Existem várias brinquedotecas espalhadas pela cidade,algumas em pontos estratégicos,como shoppings,hospitais,academias,etc.E também em locais direcionados como;escolas,CMEI’S,etc. A importância de se ter uma brinquedoteca implantada,quer seja em uma escola,quer seja em um hospital,é se suma importância para o desenvolvimento psico-motor,sócio-cultural e intelectual da criança,pois com isso podemos explorar o lúdico,fazer com que a criança interaja com jogos,  leitura e didáticas que completam sua jornada educacional.
Além de favorecer o desenvolvimento da criança,o tempo em que a criança brinca,na brinquedoteca escolar,também pode ser um tempo valioso para o professor observar o grau de interação e desenvolvimento de cada criança.

Em cada brinquedoteca deve conter jogos direcionados a cada faixa etária,lugar onde elas possam liberar a imaginação,ter um ambiente organizado e espaçoso,para que se tenha uma aprendizagem significativa.Tem que ser um lugar onde tudo se convida a explorar,sentir e a experimentar.
“O brincar é um importante instrumento na Educação Infantil,por auxiliar a criança no seu desenvolvimento físico,afetivo,intelectual e social.(RECNEI,1998)”
Porém são poucos os educadores que valorizam esse momento do brincar,como um registro de informações voltadas ao desenvolvimento,que devem ser avaliados e levados em conta no momento do planejamento.
Enfim o brincar e o cuidar são necessários para compor o processo avaliativo e curricular na Educação Infantil,como forma de inserção e interação.
Conclui-se que a brinquedoteca é um lugar que compreende brincadeiras, jogos e brinquedos que auxiliam no desenvolvimento cognitivo, sensório motor, pois enquanto a criança brinca, ela se desenvolve, torna-se espontânea em suas atitudes, interage com outras crianças e aprende a cooperar, a dividir e a conviver em grupo.